Reunião 4 - “O amor vínculo da unidade”¶
Objetivo da reunião¶
É a última reunião de grupo, o que costuma ser um lugar para o testemunho dos participantes sobre o retiro que chega ao fim. No entanto, queremos aproveitar plenamente este tempo para mostrar que, independentemente de quão diferentes sejamos, somos um em Cristo e recebendo-O na Eucaristia tornamo-nos realmente irmãos e irmãs, redimidos pelo Seu Sangue pelo amor, que é o vínculo perfeito de unidade.
Objetivos da reunião:
partilhar vivências dos últimos eventos
mostrar a unidade nos relacionamentos difíceis
a filiação divina como fator comum para todos
o Amor como vínculo de unidade
Viver a unidade¶
Que momento do retiro foi o mais importante para mim e porquê?
De que maneira vivi a Missa da Vigília de Pentecostes de ontem?
O que ficou mais na minha memória da conferência ouvida há um momento?
Animados pelo amor¶
Durante a conferência de hoje pudemos ouvir que a unidade é um desafio, entre outras coisas devido à nossa diversidade.
Leiamos:
Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos. Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.
—Cl 3, 11-14
Com que frequência me acontece colar aos outros algumas etiquetas, catalogar?
Com qual das características mencionadas (misericórdia, benignidade, humildade, mansidão, longanimidade) tenho hoje problema?
Que características me são mais necessárias para construir a unidade?
Como é a minha gratidão? O que é que mais perturba a paz do meu coração?
Oração - eco da palavra¶
São Paulo diz-nos que o vínculo da perfeição é o amor. É o dom mais importante, que sempre devemos pedir, especialmente quando procuramos a unidade. Sem amor, qualquer dom que deva servir para construir a unidade “é nada”. Ilustra-o perfeitamente o Hino ao amor, com o qual agora queremos orar juntos:
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,e não tivesse amor,seria como o metal que soaou como o sino que tine.E ainda que tivesse o dom de profecia,e conhecesse todos os mistériose toda a ciência,e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes,e não tivesse amor,nada seria.E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres,e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado,e não tivesse amor,nada disso me aproveitaria.O amor é sofredor,é benigno;o amor não é invejoso;o amor não trata com leviandade,não se ensoberbece.Não se porta com indecência,não busca os seus interesses,não se irrita,não suspeita mal;Não folga com a injustiça,mas folga com a verdade;Tudo sofre,tudo crê,tudo espera,tudo suporta.O amor nunca falha;mas havendo profecias, serão aniquiladas;havendo línguas, cessarão;havendo ciência, desaparecerá;Porque, em parte, conhecemos,e em parte profetizamos;Mas, quando vier o que é perfeito,então o que o é em parte será aniquilado.Quando eu era menino,falava como menino,sentia como menino,discorria como menino,mas, logo que cheguei a ser homem,acabei com as coisas de menino.Porque agora vemos por espelho em enigma,mas então veremos face a face;agora conheço em parte,mas então conhecerei como também sou conhecido.Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três,mas o maior destes é o amor.—1 Co 13, 1-13
Laços de sangue¶
Leiamos:
São Paulo atesta que formamos um só Corpo com Cristo, sempre que recebemos o seu santo Corpo. Fala ele deste mistério da piedade: “A qual noutros séculos não foi manifestada aos filhos dos homens, como agora tem sido revelada pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas; A saber, que os gentios são coerdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho”.[…]Mas também é evidente que pela participação estamos unidos com o Espírito Santo. Deixámos para trás a vida segundo o corpo e tornamo-nos obedientes às leis do Espírito. Acaso não é claro para todos que nós, depois de deixar de alguma maneira a nossa vida e unir-nos com o Espírito Santo, fomos transformados de maneira celestial e a nossa natureza foi de alguma maneira transformada? Já não somos então apenas homens, mas filhos de Deus e homens celestiais, porque nos tornámos participantes da natureza Divina. Assim pois todos somos um no Pai e no Filho, e no Espírito Santo. Somos um, repito, participando na natureza Divina, assemelhados a Cristo no amor e na comunidade do Seu santo Corpo e recebendo um só Espírito Santo.—São Cirilo de Alexandria
São Cirilo de Alexandria no seu comentário torna-nos conscientes - ou antes nos recorda - a nossa filiação Divina e a nossa união pelos laços do Sangue de Cristo, a quem recebemos na Santa Comunhão:
Como vivo eu o facto de ser filho de Deus?
O que muda na minha forma de olhar para os outros o facto de que todos fomos redimidos por Jesus?
A participação na Santa Comunhão une-nos com Cristo, pelo que todos nós estamos unidos entre nós n’Ele. Vale a pena aproximar-se o mais frequentemente possível da mesa do Senhor, para que através desta profunda união com Cristo, nos unamos com a comunidade paroquial (p.ex. hoje na missa).
Unidos!¶
Com que saio do retiro? O que mudo desde hoje na minha vivência da unidade e como vou construí-la?
De que maneira posso introduzir a unidade no meu ambiente?
Está bem recordar no final agradecer ao grupo pelo tempo passado juntos, por esta descoberta comum do caminho para a unidade plena na Igreja.