Encontro 3. - A ti, Adão, eu ordeno: Desperta, tu que dormes!¶
Objetivo¶
O encontro é uma válvula de segurança. A tarde de hoje abunda em “calibre pesado” – Via Sacra, exame de consciência, testemunho, confissão, oração. O ser humano apesar dos esforços sinceros de viver bem este tempo tem sua capacidade de concentração. Este encontro não tem que introduzir conteúdos novos. Seu objetivo é compartilhar o que vivemos. Também é o momento para preparar-se para o sacramento da penitência. É o momento em que lutamos para nos aproximarmos dele o mais profundamente que pudermos.
Oração¶
Proponho mais bem breve. Pode-se dirigir os pensamentos para a luz, para que no encontro falemos do que realmente experimentamos, e não do que gostaríamos de experimentar.
Introdução¶
Diante de nós está a possibilidade de confissão. É claro que não é preciso ir…. mas pode-se. Já nos perguntamos hoje se e como vamos. Agora o retiro põe diante de nós a possibilidade concreta de “ir à confissão”. Queremos ir a algum lugar ou estamos bem aqui?
Via Sacra¶
Nota
nos concentramos na Via Sacra
Acompanhaste Jesus na via sacra… o que chamou tua atenção?
Como descreverias esta viagem comum? Não como era Jesus… como era o caminho?
O caminho por exemplo era longo, claramente determinado, tendo um objetivo concreto. Foi escolhido por Jesus apesar de que Ele não planejou cada detalhe. Não estava livre de erros, mas nunca levaram à renúncia. Era brutal, mas não solitário. Conduzia à montanha então por natureza não se podia contar com que não custaria esforço.
No entanto, todos estaremos de acordo em que estava tão cheio de desagrado e dor, que se apenas pensássemos que nós mesmos teríamos que empreendê-lo o consideraríamos uma loucura.
Por que devo ir?¶
Não é nada! Não é nada! Não é nada!Enquanto houver forças,No entanto ir! Afinal ir!Irei!—Edward Stachura
Se empreender tal caminho é uma loucura…. Por que Ele o empreendeu? Surge a resposta óbvia “porque amava”. Pois sim… O amor basta para estar de acordo com qualquer caminho. Nos vem fácil tal justificação quando falamos de Jesus, e de nós?
Quando olho meu caminho o mais importante para mim é o que foi Bom ou o que foi mau?
Alegro-me mais pelo que é bom ou lamento pelo que não saiu?
Temos tendência a fazer contas do mal e a passar completamente por cima do bem. O ignoramos como se fosse tão natural que até transparente. Assumimos que se em algum lugar não há “ação má” então deve haver bem. Pois sim “quando vamos para frente não vamos para trás” é verdade. A frase “quando vamos para trás não vamos para frente” também é verdade.
Onde está o problema?… pode-se nem ir para frente nem para trás. O estado de estagnação, falta de movimento, nos escapa neste nosso pensamento sobre o caminho. E frequentemente enche uma enorme parte de nosso tempo.
O que é para mim o “estado de imobilidade”?
Se estamos em imobilidade então nossa direção está completamente indeterminada (física). O que significa isso para mim? Também é assim na vida espiritual?
Isso também se aplica ao nosso exame de consciência. Também nos perguntamos “sobre este tempo no meio”, que à primeira vista nem como “boa ação” nem como “pecado” sabemos reconhecer?
Trato meu tempo livre como um bem potencial que posso desperdiçar em algo inútil?
Que porcentagem de minha vida é tempo “impossível de avaliar” ou seja geralmente ignorado durante a confissão?
Estamos parados, esperamos, dormimos…¶
Precisamos que alguém venha a nós e nos tire de nosso “tempo qualquer” para as tarefas que estão diante de nós. A alguém que determine nosso objetivo e identidade. Do estado de estagnação nunca se pode sair só. A vida não se pode dormir…. e facilmente nos vem fazer isso.
É Quaresma, tempo de preparação. Dentro de alguns dias a Igreja desde a Liturgia das Horas nos lerá tais palavras de grande esperança e chamado. Mais uma vez e como cada ano…. porque continuamente nos são necessárias.
Veio então o Senhor a eles, levando na mão a arma vitoriosa da cruz. Ao vê-lo o primeiro pai Adão, cheio de espanto, bateu no peito e gritou a todos: “Meu Senhor está conosco todos!” E respondeu Cristo a Adão: “E com teu espírito!” E tomando-o pela mão, levantou-o dizendo: “Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e te iluminará Cristo. Eis Eu, teu Deus, que por ti me fiz teu filho. Eis agora te digo a ti e a todos, que serão teus filhos, e com minha autoridade ordeno a todos, que estão nas cadeias: Saí! E aos que estão nas trevas, digo: Que vos ilumine a luz! E aos que se adormeceram, ordeno: Levantai-vos! A ti, Adão, ordeno: Desperta, tu que dormes! Pois não te criei para que permanecesses atado no Abismo. Levanta-te dentre os mortos, porque Eu sou a vida dos mortos. Levanta-te tu, que és obra de minhas mãos. Levanta-te tu, que és minha imagem feita à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui! Pois tu estás em Mim, e Eu em ti, como uma só e indivisível pessoa.
—Liturgia das Horas – Hora de Leituras do Sábado Santo
Leiamos com calma o texto com o método Västerås. Proponho a versão simplificada a duas marcações – o que é particularmente importante e o que me coloca perguntas.
Nota
Cada participante deve possuir sua própria cópia do texto
O que marquei como particular para mim neste texto e por quê?
Que fragmento me coloca alguma pergunta? Qual?
Preparei-me para que depois desta outra Quaresma em minha vida possa responder melhor ao chamado do Ressuscitado?
“Pois não te criei para que permanecesses atado no Abismo” – para que estou aqui na terra? Sei isso?
Estou dormido? Quero tomar o desafio e sair do sono? Começar de novo?
Vejo o lugar disto no tempo do sacramento de penitência e reconciliação?
Tenho ao meu redor alguém que não se afasta, apesar de meus fracassos?
Resumo e aplicação¶
Oração comum pela intenção dos confessores, que servirão no retiro. Oração pela intenção de todos, que se aproximarão do sacramento de penitência e reconciliação.
Amanhã de manhã durante os primeiros 45 segundos depois de despertar não me levantarei da cama, apenas me farei a pergunta: Para que quero levantar-me da cama? Como quero aproveitar este dia?
Pode-se terminar lendo:
Este émeu tempo. À minha medida e escala.Meu tempo. Não terei outro.Está bem não ter rancor de meus tempos.Está bem viver de acordo com a ideia do Altíssimo.Não se engana seguramente na distribuição de coordenadase época mais apropriadaQue bem que somos.Precisamente agora.Não estivemos ontem, não estaremos amanhã.Estamos hoje.Isto e aquilo está aqui para fazer—ks. Jerzy Szymik